Suicídio colectivo

9/29/2009
Estamos vivos,
ainda
O meu coração bate.
Temo que a qualquer hora um de nós deixe de respirar.
A tua maquina ainda faz bip
A minha máquina ainda faz bip
Não há doutores na sala
mas há ar e eu já não asfixio.

Confirma-se:
O suicidio colectivo não resulta.
O meu problema é o teu problema.
se eu deixar de respirar sabes que morri
eu respiro sempre
se nunca me matares eu respiro sempre
hoje descobri
é o unico acordo realmente eterno.
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9/25/2009
O drama humano é a condenação a uma existência reclusa sem a consciência da reclusão.
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Reprodução do século XXI

9/15/2009
O papel de parede é novo, ainda sem nódoas.
Todos os seus familiares se transformaram em objectos domésticos,
particularmente a mãe:
Um ecrã grande onde debatem políticos de segunda.
.
Nunca existiram irmãos.
Os animais domésticos são cadáveres na cozinha.
Envolta em poucos lúmen a criança masca plasticina.
A casa está fria.
Os políticos versam sobre vida de todos.
A criança esfrega as papilas na pasta
sente o misto de barro e plástico
Orienta a face para a tv
e faz caretas instintivas
Outputs de informação obsoleta e vestigial.
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